Em 1976, o jovem Valdeci Arruda André deixou a sua terra, Mariluz, no Noroeste do Paraná,   para mudar-se com a família para o sertão do Mato Grosso. Isso mesmo, o Mato Grosso ainda não tinha sido dividido e chegava até as barrancas do Rio Paraná. Um ano antes, no dia 18 de julho de 1975, a “geada negra” tinha dizimado os cafezais e a economia dos pequenos cafeicultores de Mariluz e de todo o Paraná. A família Arruda André buscou novas alternativas e transferiu-se para um lote de 38 hectares de terras na gleba 4 do projeto de colonização do Incra no então distrito de Jacareí, que pertencia ao município de Iguatemi. No ano seguinte, em 1977, o Estado foi dividido e o pequeno distrito passou a ser o município de Mundo Novo do recém-criado Estado do Mato Grosso do Sul. Trouxeram do Paraná a tradição do trabalho. E na nova terra recomeçaram a vida plantando amendoim e algodão. Chegaram a cultivar 250 alqueires de algodão no Mato Grosso do Sul. Em 1986, a família iniciou de forma pioneira o plantio de soja. “Com o aparecimento do bicudo, cultivar algodão estava ficando muito caro”, conta Valdeci. Com o dinheiro ganho na lavoura ele comprou terras de pastagens e passou a criar gado. Em 2003, foi reduzindo as áreas de pecuária e voltou para a agricultura, plantando soja e milho. E desde então é cliente fiel da Agro100 no Mato Grosso do Sul. Atualmente, com o filho Alessandro, ele cultiva 330 alqueires de lavouras. Ele conta que nos primeiros anos de plantio de soja as chuvas eram mais abundantes e havia poucas pragas para atacar as lavouras. “Se colhia mais e com custos mais baixos”, lembra. Para ele, atualmente só se consegue boa produtividade porque empresas como a Agro100 disponibilizam para os produtores muita tecnologia e insumos diferenciados. Para encerrar a conversa, Valdeci diz que a mudança do Paraná e a luta em Mundo Novo valeram muito a pena. “Aqui construí a minha vida. Criei minha família e me realizei economicamente”, diz ele com o orgulho dos pioneiros.